segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eu, Christiane F. - 13 Anos, drogada e prostituída - Parte I


Título Original: "Christiane F. - Wir Kinder vom Bahnhof Zoo"
Direção: Uli Edel
Roteiro: Kai Hermann, Horst Rieck, Herman Weigel e Uli Edel.
Origem: Alemanha
Ano de lançamento: 1981 (representando a segunda metade dos anos 1970)
Duração: 125 minutos

Elenco:
Natja Brunckhorst (Christiane F.)
Thomas Haustein (Detlev)
Jens Kuphal (Axel)
Christiane Reichelt (Babsi)
David Bowie (David Bowie)
Jan Georg Effler (Bernd)
Rainer Woelk (Leiche)
Daniela Jaeger (Kessi)
Kerstin Richter (Stella)
Dirigido por Uli Edel, Eu, Christiane F. - 13 Anos, drogada e prostituída é baseado no livro homônimo, escrito pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Hieck, publicado e editado pela revista alemã Stern em 1978. O livro, por sua vez, baseia-se em um depoimento real de Christiane F., que, na época, era uma jovem viciada em heroína que fascinou os escritores ao descrever sua luta contra o vício de maneira tocante. Apesar de ser uma adaptação, é relevante o fato da história ter sido relatada na concepção de uma menina de 14 anos, pois isso com certeza altera detalhes, dependendo do modo que ela encarou os fatos. O filme pode ser considerado romance, levando em conta que a aparente motivação de Christiane era Detlev, um garoto que ela conheceu na Sound e que, para estar perto dele, entrou em seu universo decadente de drogas e prostituição, conhecendo outros jovens de sua geração “perdida”.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A Primeira Noite de um Homem - Parte III

Análise de cenas e/ou diálogos relevantes:

1. Primeiro diálogo do filme. Ben (B) e seu pai (P)



B- Pode explicar a eles que quero ficar sozinho?
P- São nossos melhores amigos. A maioria o conhece desde o seu nascimento. O que há?
B- Eu estou...
P- Atormentado?...Pelo quê?
B- Penso no meu futuro.
P- Pensa em quê?
B- Não sei. Eu queria que ele fosse...
P- Como?
B- Diferente.

Conclusão:
-Angústia de Ben em relação ao futuro ao voltar para casa.
-Os tais “melhores amigos” não o conhecem de verdade, já que representam relações superficiais familiares. Eles o intimidam com a pressão de perguntas como “O que vai fazer agora com o seu futuro? E a sua vida?”.
-Quando Ben diz que pretende ser diferente, ele quer ser diferente deste modelo de realidade das pessoas que o cercam.
-Ao tentar ficar sozinho, foge da máscara de “campeão” e motivo de orgulho que colocaram nele.

2. Conselho de Mr. Robinson para Ben:



"Eu acho que você deveria se libertar um pouco mais. Esqueça a censura. Leve a vida como ela vem. Divirta-se com as garotas e tudo!"

Conclusão:
Nervoso, Ben não absorve o conselho de Mr. Robinson, porém, isso, de alguma forma, incorporou-se à sua vida dali em diante, pois ele de fato deixará a censura em segundo plano para realizar os novos desejos. A partir daí, começa a tornar a moral flexível.

3. A primeira noite. Diálogo entre Ben (B) e Mrs. Robinson (MR)


B- A senhora é desejável, mas pense nos meus pais! No que eles diriam!
MR- O que eles diriam?
B- Não faço idéia! Mas ele têm feito muito por mim. Eles não merecem isso. Eu, em uma cama com a mulher do sócio deles!

Conclusão:
Mix de emoções:
Insegurança, nervosismo – vergonha de admitir virgindade o faz declarar medos secundários como o pensamento moral dos pais em relação ao que ele estava fazendo.

4. Diálogo entre Ben (B), na piscina, e seu pai (P)



P- Por que está flutuando?
B- Flutuar é agradável.
P- Já pensou o que fazer após seus estudos?
B- Não.
P- De que lhe serviram seus 4 anos de faculdade? Tanto estudo!
B- Tem razão.
P- Ouça, Ben... É muito bom, para um jovem que estudou tanto, aproveitar um pouco de repouso por um tempo. Passear, beber e tudo. Mas após algumas semanas, seria bom que você fizesse projetos sérios e parasse de vagar.

Neste instante, chegam os Robinsons e sua mãe, e todos o observam de cima, enquanto ele flutua, como se o pressionassem enquanto observam seus movimentos que, no instante, são de relaxamento em relação a tudo isso.



Conclusão:
Pai representa algo como sua consciência, levando em conta a alusão ao seu estado de espírito que a piscina transparece (ideia apresentada no post anterior). Traz o foco de Ben para os problemas reais ocultados pela distração recém descoberta, a vida de prazeres com a Mrs. Robinson.

5. Diálogo no carro entre Elaine e Ben (B)



B- Pareço estar em um jogo com regras idiotas. Regras estabelecidas por trapaceiros. Regras que são auto-impostas.
[...] Toda minha vida é uma desordem. Uma nulidade.

Conclusão:
Drama juvenil. Ben passa a perceber o sistema, a força externa que nos molda. Desilusão com a vida que se apresenta assim para todos.

6. Fuga do casamento - apenas expressões que representam uma imensa dúvida: "E agora?"


http://www.youtube.com/watch?v=ahFARm2j38c

Ben e Elaine, já casada, fogem juntos rumo ao incerto, demonstrando toda a precipitação e passionalidade características da juventude. Quando a euforia acaba e a razão volta a controlá-los , percebem o que fizeram. E agora? É o amadurecimento.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A Primeira Noite de um Homem - Parte II

Nesta semana, uma tabela foi elaborada para auxiliar as análises dos filmes, já focando nos principais pontos a serem observados. Este filme já foi analisado dentro deste molde.

(x) sobre jovens ( ) para jovens


Análise sobre os tipos jovens representados:


1. Benjamin (20-21 anos)

Ligação com o cenário:

Residência – local onde não se sente a vontade plenamente, por causa da pressão dos pais.
Hotel – ninho de prazeres, onde quer estar a maior parte do tempo com a Mrs. Robinson.
*Interpretamos uma sequência de cenas na piscina de sua casa como uma alusão ao seu estado de espírito:
No seu aniversário, o pai de Ben anuncia para os convidados um investimento (U$200) que tinha feito naquela data em uma roupa especial de mergulho para que Ben fizesse sua estréia na piscina, dizendo que todos iriam achar engraçado e tal. Insatisfeito mas conformado, Ben caminha lentamente até a piscina, ofegante, e pula dentro dela. Após o primeiro mergulho, tenta voltar à superfície, mas seus pais o empurram de volta.
Interpretação: o pai de Ben o anunciou recém-formado, mostrando o investimento que fez em seus estudos e esperando que ele agradasse a sociedade modelo que os amigos representam naquele universo. Pressionado pelo pai, Ben caminha até a piscina como quem caminha em direção ao futuro e ao pular, significa que já chegou nele, o que é demonstrado pela sua angústia, dentro da água, derivada da indecisão e do desejo de ser diferente. Ao tentar voltar à superfície, que pode representar os seus verdadeiros desejos, os pais o pressionam para que ele pense no futuro que eles esperam.
Durante a “primeira noite”, na hora H, o diretor brinca com o recurso de misturar cenas, ligando esta a um pulo na piscina, onde flutua, relaxado.
Assim, há duas perspectivas do personagem em relação ao que ele deve fazer para “construir” o seu futuro:
a) Flutuando, ele permanece despreocupado com isso, já que descobre outras “fontes de vida”, o prazer, que antes desconhecia, quando focado nos estudos.
b) Afundando, ele está aflito e angustiado com as escolhas que lhe são apresentadas pelo seu mundo.
Outro detalhe é o momento em que a piscina está sendo limpa e ele observa da janela, logo após de se libertar de seus segredos com Elaine e o seu mundo desabar em relação a ela e a Mrs. Robinson. Como se aquilo o inspirasse para limpar a sua suposta sujeira e ir atrás de seu amor que é o que acontece.
*Outra interpretação feita, foi a partir de um ângulo abordado pelo diretor em uma cena onde um aquário aparece em primeiro plano, enquadrando Ben, como se este estivesse ali dentro, preso numa armadilha (que é o aquário para os peixes), sem ter para onde ir.

Personalidade (comportamento):
Confuso, submisso, inseguro, atrapalhado. Essas características transformam-se ao longo da experiência que vive com a Mrs. Robinson e ele acaba desenvolvendo uma autoconfiança e até convicção em sua escolha precipitada (no final do filme).

Valores:
-No início, Ben aparenta certo conservadorismo, resistindo às tentações da Mrs. Robinson.
-Romântico.

Interação com fatos da trama:
-Caso amoroso com Mrs. Robinson.
-Apaixona-se acidentalmente por Elaine Robinson.

2. Elaine Robinson

Personalidade (comportamento)
Ingênua. Transparece uma figura intocável no início da trama, e depois apresenta-se como uma jovem comum e, inclusive, vaidosa - demorando para arrumar-se.
Mostra-se mais sensata e realista do que o Ben ao não aceitar de imediato o pedido de casamento.

Interação com fatos da trama:
Quando Bem interfere em seu casamento, Elaine observa a reação dos convidados e familiares e acaba agindo por impulso, contrariando-os em nome de sua felicidade.


Valores e dilemas juvenis que:


a) Permanecem até hoje:
-Dúvidas em relação ao futuro;
-Insegurança na “primeira noite”;
-Precipitação e dramatização nas escolhas;

b) Mudaram:
- Ben valorizava o investimento que seus pais haviam feito. Ele sente que deve honrá-los. Hoje, os jovens pouco valorizam isso, considerando estes investimentos nada mais que obrigações paternas.
-Respeito pelos mais velhos, que na época eram tratados com formalidades, como Sr. e Sra.

-Castidade. Ben regressou da universidade ainda virgem e sem preocupações mediante este fato. Atualmente, os jovens (principalmente guris) têm o sexo como quase prioridade, importando-se em perder a virgindade durante a adolescência.

A Primeira Noite de um Homem - Parte I

Título Original: "The Graduate"
Direção: Mike Nichols
Roteiro: Calder Willingham / Buck Henry
Origem: Estados Unidos
Ano de lançamento: 1967
Duração: 105 minutos

Elenco:
Anne Bancroft (Sra. Robinson)
Dustin Hoffman (Benjamin Braddock)
Katharine Ross (Elaine Robinson)
William Daniels (Sr. Braddock)
Murray Hamilton (Sr. Robinson)
Elizabeth Wilson (Sra. Braddock)
Brian Avery (Carl Smith)
Walter Brooke (Sr. McGuire)
Norman Fell (Sr. McCleery)
Alice Ghostley (Sra. Singleman)
Richard Dreyfuss (hóspede do hotel)


Dirigido por Mike Nichols, A Primeira Noite de um Homem não retrata apenas a temática do início da vida sexual de um recém formando, mas, também, a sua indecisão quanto ao futuro diante das pressões externas e internas. Ao retornar para casa, depois de quatro anos de universidade, Ben vivencia uma experiência inusitada derivada da insistência sedutora da mulher do sócio de seu pai, a sra. Robinson, e, a partir deste fato, deixa a angústia em relação a suas escolhas futuras de lado para curtir a recém-descoberta vida de prazeres. Porém, acaba se apaixonando intensamente pela filha da sra. Robinson, tomando decisões precipitadas típicas desta fase.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Juventude Transviada - Parte II

Não é à toa que este filme gerou polêmica. Pela primeira vez, utilizaram a indústria cinematográfica para dar voz à nova geração e mostrar a realidade de jovens comuns, criando anti-heróis. No segundo disco do DVD, que continha informações extras do filme, encontramos comentários da equipe de produção a respeito da intenção do diretor:
“O diretor percebeu que isso era em função da família, não em função da situação econômica. Era o ódio deles, por serem criados por gente cujos valores eles consideravam antiquados. [...] Explicações precisavam ser encontradas e isso certamente era alimento para Hollywood.”
“Todos sabem que delinquentes vêm de lares pobres, eles surgem da pobreza; já esses garotos frequentam boas escolas, têm boas famílias, eles não caíram no crime.”
Isso é auto-explicativo para a frase localizada na capa do DVD: “...e ambos vieram de boas famílias!”. A intenção do filme não é retratar os jovens problemáticos por causas sociais, e sim os que, aparentemente, não têm causa alguma (rebelde sem causa) e demonstram insatisfação perante sua própria realidade, um desejo de mobilizar algo, revertido em vivências dramáticas e necessárias.
Cinco cenas foram selecionadas para a análise, que visa salientar apenas alguns pontos importantes de cada uma delas.

Cena 1: Judy na delegacia

Choque de valores entre Judy e seu pai que associa o batom vermelho a ser vagabunda. Ambos não conseguem compreender as intenções um dos outro.
Judy não é mais uma menininha, muito menos uma mulher, tornando difícil o acerto na medida ideal de comportamento. Censurada por beijar o rosto do pai e insultada por usar batom vermelho, ela se sente odiada pelos pais, que claramente não estão preparados para conviver com a filha que cresceu em um coorte posterior ao seu.

Cena 2: Jim na delegacia


Jim – “Por favor, me prenda. Vou bater em alguém, vou fazer alguma coisa...”
O jovem rebelde sem causa pensa que não será compreendido e por isso não tenta explicar o que sente, partindo para atos insolentes.
Jim- “Eles (pais) nunca entendem...
[...] Se houvesse um dia em que eu não me sentisse confuso, que eu não sentisse vergonha de tudo, que sentisse que pertenço a algum lugar. Sabe?”

A situação, apresentada há quase seis décadas atrás, é atemporal no ponto de vista do jovem em relação aos seus problemas que são sempre insolúveis e mais complicados do que os do próximo.

Cena 3: Diálogo no penhasco - Jim e Buzz

Antes da famosa corrida, que teve consequências deploráveis, os supostos inimigos trocam palavras na beira do penhasco.

Jim – E por que vamos fazer isso?
Buzz – Temos de fazer alguma coisa. Não acha?

Algo precisa ser feito, mesmo não havendo mais razões para que disputem este desafio.


Cena 4: Discussão com os pais


Jim – Eu acho que não posso andar por aí provando coisas e fingindo que sou durão.
[...] Pai – Não pode ser idealista a vida toda.
[...] Jim – Pai, queria que eu dissesse a verdade. Não disse isso? [...] Só contar uma mentirinha?
Pai – Aprenderá quando for mais velho.
Jim – Não quero aprender dessa forma.

A posição dos personagens na cena deve ser destacada, pois representa exatamente a realidade desta família em crise. A mãe, ao alto, é a personagem que profere a última palavra dentro de casa, fazendo com que suas ideias e desejos sejam prevaleçam sobre o pai, que ocupa a posição mais baixa não apenas na cena. A submissão do pai ao que é imposto pela mãe é visto como absurda e humilhante por Jim, sendo este mais um fato que desperta a revolta do rapaz, sempre entre estes conflitos entre pai e mãe, entre a última palavra e aquela que já é lançada de forma insegura.

Jim associa o acidente ocorrido ao pai, jogando-lhe parte da culpa.


Cena 5: Jim e Judy


Judy diz “Não deve acreditar no que digo quando estou com eles. Ninguém age com sinceridade.”

O grupo de amigos que deveria ser o refúgio destes jovens é, na verdade, apenas mais um cenário repressor, onde não podem agir com sinceridade, buscando sempre conservar a imagem de algo que talvez nunca tenha existido. A necessidade de mostrar/fazer algo, de chocar essa sociedade, de sentir que estão ferindo o sistema, condena aqueles que querem se rebelar a uma ausência de liberdade ainda maior.
A mansão abandonada, que inspiraria uma série de filmes de terror, é o lugar onde todos os medos e preocupações se dissolvem, é onde estes adolescentes “perdidos” experimentam a liberdade que não possuem na sua vida prosaica. Ali eles finalmente guiam-se apenas pela sinceridade e por seus desejos e em momento algum nos são apresentados como aqueles jovens transgressores anunciados através do título do filme. Sem pressões externas eles são aquilo que se esperava de jovens civilizados, são inofensivos.

Juventude Transviada - Parte I



Título Original: "Rebel Whithout a Cause"
Direção: Nicholas Ray

Roteiro: Nicholas Ray, Irving Shulman, Stewart Stern
Origem: Estados Unidos
Ano de lançamento: 1955
Duração: 111 minutos

Elenco:
James Dean (Jim Stark)
Natalie Wood (Judy)
Sal Mineo (John Crawford - Platão)
Jim Backus (Frank Stark)
Ann Doran (Sra. Stark)
Corey Allen (Buzz Gunderson)
William Hopper (Pai de Judy)
Rochelle Hudson (Mãe de Judy)
Dennis Hopper (Goon)
Edward Platt (Ray Fremick)
Steffi Sidney (Mil)
Marietta Candy (Enfermeira)
Frank Mazzola (Crunch)

Dirigido por Nicholas Ray, Juventude Transviada retrata, de maneira ousada para a época, a juventude dos anos 50. A trama é composta por apenas 54 horas da vida de Jim Stark, um adolescente que, por causa dos pais que decidiam mudar de cidade toda vez que ele metia-se em encrencas, costumava fugir de seus problemas sólidos (exceto dos próprios pais) e continuava a cometer atos inconsequentes em virtude de seus conflitos internos que, na verdade, eram consequências da sociedade (externa).

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O cinema e a juventude


O cinema, definido também como “indústria do sonho”, cumpre sua função social como arte. A projeção do real, ou daquilo que se deseja ou não como modelo de realidade, leva à sociedade novos pontos de reflexão sobre seu meio de vida e comportamento, entretendo através da reprodução do “cotidiano” ou dramatizando questões triviais ou cruciais.
Nosso grupo, composto por jovens de 16 e 17 anos, depara-se com uma série de filmes produzidos para a juventude e com aqueles que a abordam como tema. A representação desta turbulenta fase da vida, na qual diversas perspectivas são ampliadas (inclusive sobre o tempo, que começa a ser percebido como um fator determinante), e onde as infinitas possibilidades de escolha condenam o jovem, nem sempre preparado, a um futuro imediato - tornando-o inteiramente responsável - apresentou-se para nós como um assunto interessante para estudo.
As juventudes – esta será a definição utilizada para não generalizar os jovens que também são consequência de sistemas de educação, condição e criação diversos - representadas no cinema merecem ser dissecadas, e assim, analisadas.
O que é atemporal entre todas essas juventudes que não viveram o mesmo coorte (mas que, espantosamente, apresentam tanto em comum), qual é a determinância do meio e da época em que estão encaixados e seu comportamento diante do mundo contemporâneo, e de que forma chegamos à estas juventudes modernas são algumas das questões.
Na foto, uma das melhores cenas do filme "Os Sonhadores".