“O inferno é uma adolescente”.
Análise sobre os tipos jovens representados:
1) Jennifer:
Ligação com o cenário:Jennifer achava-se grande para aquela cidade do interior por sua popularidade devido à beleza. Personalidade (comportamento):
Orgulhosa, Jennifer representa um estereótipo clássico em teen movies americanos: a popular e patricinha líder de torcida. Um tipo fisicamente perfeito, porém cheio de defeitos internos que a tornam até desumana – por mais que um ser seja belo, dificilmente, ele terá uma personalidade totalmente imoral, pois a consciência acaba por prevalecer dependendo da educação e formação do ser.
2) Needy:

Needy, diferente de Jennifer, parece ser apenas mais uma nerd estereotipada característica de filmes teen, mas logo percebemos que muito mais do que isso se esconde atrás de seus óculos grandes e roupas desajeitadas. Se não levarmos em consideração sua aparência, Needy é uma personagem ordinariamente comum, com características próprias, sem idealizações. Além de ser pouco tímida, o tipo representado aqui não se priva do convívio social, tendo até mesmo relacionamentos amorosos e pouco medo de discutir e impor suas ideias aos mais “preciosos socialmente”.
Relação com outros personagens:
A amizade construída desde a infância entre ela e Jennifer é questionada em vários momentos por personagens que apenas observam este estranho relacionamento. Mesmo explicitamente opostas, Needy teima em afirmar que as duas possuem muito em comum. A importância que é conferida a Jennifer, que pode ser confundida com atração lésbica, nada mais é do que uma obsessão. A segurança que lhe é dada, além de todas as experiências que as duas devem ter passado juntas, desde brincadeiras ingênuas até a descoberta da sexualidade (fingiam ser um casal de namorados), leva nossa querida e ofuscada Needy a dependência da “garota infernal”.
3) Colin Gray (emo):
Colin é um personagem secundário, mas que retrata perfeitamente a famosa modinha melancólica que se alastrou por milhares de jovens desta geração. Emotivo, ele segue a corrente expressamente em suas vestimentas pretas e exageradas, uso de acessórios típicos, maquiagem e franja e gostos musicais comuns ao gênero. Porém, não é anti-social e interage com os outros personagens normalmente, inclusive, demonstrando desejos por Jennifer e, no início, interesse pela amizade de Neddy, que entendia seus escritos poéticos com tendências depressivas.Valores e dilemas juvenis:
A moda sempre existiu, sendo um diferencial de tribos e adquirindo um papel quase fundamental na personalidade em formação de um jovem. Porém, atualmente, isso se pronuncia de forma demasiada e toma proporções maiores na definição de gostos musicais até o molde de como o adolescente deve se comportar em determinadas situações (um exemplo é o “emo” ter um compromisso com a emoção exagerada).

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Kat apresenta nesta cena as razões que a levaram a este comportamento diferenciado, surpreendendo-nos ao revelar que já viveu de acordo com o que Bianca considera normal. Suas experiências deste tempo não trazem nenhum orgulho para Kat, que por algumas razões conscientizou-se acerca da situação ridícula na qual se encontrava. Sua má vontade em ajudar Bianca a viver algumas coisas proibidas pelo pai perde o caráter de implicância e assume sua real motivação: proteger a irmã de experiências ruins já vivenciadas por ela. Não concordando com o que é dito por Kat, Bianca abandona a cena irritada por ser privada do que quer para si. O início da cena expõe mais uma vez as ideias da primogênita sobre o comportamento da juventude manipulada por fatores externos.
A vaidosa Bianca, irmã de Kat, representa a juventude manipulada pelo sistema. É atraente, porém, alienada, e encara a vida de forma fútil. Sua realidade gira em torno da tentativa de atingir o sucesso social, não havendo espaço ou tempo para reflexões acerca do que deveria ser prioridade. Suas vontades são suprimidas por ela mesma, que apenas se comporta de acordo com aquilo que é esperado pelos outros, afinal, gosta de ser amada. O relacionamento com as outras personagens do filme é tão superficial quanto sua personalidade moldada, onde podemos perceber que muito do que é dito e feito só é assim por ser conveniente para a imagem dos jovens no seu pequeno grupo e para os que estão observando externamente. Sua volubilidade é sempre exposta quando Bianca conversa com Kat que, supostamente, é capaz de julgar o que vê de forma imparcial. O pai da personagem interfere em sua vida proibindo-a de fazer certas coisas que são normais nesta faixa etária, criando, talvez, um desejo ainda maior de se igualar aos outros.
Cameron é novo na escola e tudo lhe é apresentado como algo novo. Enxerga em Bianca, uma patricinha intocável, um ser puro e belo por quem se apaixona cegamente, sem perceber a futilidade da garota – assim, podemos notar a sua ingenuidade. Com sorriso fácil, olhos pequenos e uma timidez ao se relacionar com Bianca, as expressões de Cameron são o que podemos chamar de “meigas”. Quando o personagem começa a enxergar com clareza a personalidade superficial de sua paixão, é como se tivesse amadurecido. Embora seja tímido, ele corre atrás da realização de seus planos.
Valores:





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